Marimbus, o Mini Pantanal da Chapada Diamantina: barco a remo, aves e a cultura do Quilombo do Remanso
Quem pensa na Chapada Diamantina imagina serras, paredões e cachoeiras. Pouca gente espera encontrar, bem no meio dessa paisagem de pedra, um pantanal.
Mas ele existe. Entre Lençóis e Andaraí, na Chapada Diamantina, os rios Santo Antônio, Utinga e São José se encontram e se espalham numa grande planície alagada, com cerca de 30 km de norte a sul. É o Marimbus, conhecido como o Mini Pantanal da Chapada, e um dos passeios mais queridos de quem vem para cá.
Deslizar em silêncio
O passeio é feito em barco a remo, porque motor ali não entra. Só o som dos remos na água e dos pássaros nas margens. O barco desliza devagar pelos canais, entre vitórias-régias e baronesas, e cada curva revela um cenário novo.
A água tem aquela cor de chá avermelhado, típica dos rios da Chapada, e funciona como um espelho: ela reflete as montanhas da Serra do Sincorá, e a paisagem parece uma pintura.
É um daqueles momentos em que a gente desacelera sem perceber.
Um paraíso para observar a natureza
O Marimbus abriga mais de 200 espécies de aves, que aparecem nas margens, pousam nas árvores e cruzam o céu sobre os alagados. A manhã é o momento em que elas estão mais ativas. Para quem gosta de fotografia, é um prato cheio. Para as crianças, uma descoberta atrás da outra.
Pelo caminho, também dá para avistar macacos-prego, guigós-da-caatinga e cágados. Capivaras, jacarés e sucuris fazem parte da fauna da região, mas são discretos e costumam ficar escondidos na vegetação. Nas águas, nadam peixes como o tucunaré, o apanharí e o molé.
E tem um espetáculo à parte: as vitórias-régias se abrem quando o sol fica mais forte, e o alagado inteiro parece florescer.
Toda essa riqueza é protegida pela APA Marimbus-Iraquara, a mesma área de proteção que abrange o Morro do Pai Inácio, a Cachoeira do Mosquito e as grutas de calcário da região de Iraquara.
O Quilombo do Remanso: a porta de entrada
O passeio começa no Quilombo do Remanso, uma comunidade quilombola que fica em Lençóis, a cerca de 20 km do centro. Quem conduz os barcos é gente da própria comunidade, que conhece essas águas como ninguém.
O Remanso tem uma história bonita de resistência, que começa com o fundador, Manezinho do Remanso, e segue viva no dia a dia de quem mora ali. A comunidade é reconhecida pela Fundação Cultural Palmares, foi uma das que inspiraram o livro Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, e entrou no Guia do Afroturismo no Brasil, do Ministério do Turismo com a Unesco.
É uma cultura rica em samba de roda, capoeira, reisado e jarê. E a comunidade também recebe visitantes para vivências: conhecer as ervas medicinais, a pesca, a produção de farinha e o forró tocado por quem é dali. Se esse lado da viagem te chama, conte pra gente.
O banho no Rio Roncador
O passeio costuma terminar no Rio Roncador, perto do ponto onde ele encontra o Rio São José. Ali, um grande lajedo rosado forma uma série de piscinas naturais e hidromassagens deliciosas. Depois da calma do barco, é a hora de se jogar na água e deixar a correnteza fazer massagem.
Um passeio para todo mundo
O barco a remo não tem idade mínima, e o ritmo é tranquilo do começo ao fim. Por isso, o Marimbus agrada famílias com crianças, casais, grupos de amizades, quem viaja só e a melhor idade. É também um ótimo dia para intercalar com as trilhas mais longas da viagem.
Gosta de passeios que ensinam? O Marimbus também faz parte do nosso roteiro de turismo educativo na Chapada Diamantina.
A gente cuida de tudo
O acesso ao Remanso inclui um trecho de estrada de terra. Nos nossos pacotes, a logística fica por nossa conta: transporte, horários e o encaixe do Marimbus no dia certo da viagem.
Vamos incluir o Marimbus na sua viagem?
Conte pra gente no WhatsApp como imagina a sua viagem. A gente encaixa o Marimbus no dia certo e monta o restante do pacote com você.
Ainda decidindo quantos dias ficar? Este guia ajuda.
Perguntas frequentes
O que é o Marimbus?
É uma grande planície alagada entre Lençóis e Andaraí, na Chapada Diamantina, formada pelos rios Santo Antônio, Utinga e São José. É conhecida como o Mini Pantanal da Chapada.
Como é o passeio no Marimbus?
É feito em barco a remo, com condução por pessoas da comunidade do Remanso, entre vitórias-régias, baronesas e muitas aves. Costuma terminar com um banho nas piscinas naturais do Rio Roncador.
Qual a distância entre Lençóis e o Marimbus?
O passeio sai do Quilombo do Remanso, a cerca de 20 km do centro de Lençóis.
Que bichos dá para ver no Marimbus?
Mais de 200 espécies de aves, além de macacos-prego, guigós-da-caatinga e cágados. Capivaras, jacarés e sucuris também vivem na região, mas costumam ficar escondidos na vegetação. Nas águas, há peixes como o tucunaré, o apanharí e o molé.
O Marimbus é bom para crianças e para a melhor idade?
Sim. O barco a remo não tem idade mínima, e o passeio é tranquilo do começo ao fim.
O que é o Quilombo do Remanso?
É uma comunidade quilombola em Lençóis, ponto de partida do passeio pelo Marimbus. Faz parte do Guia do Afroturismo no Brasil e foi uma das comunidades que inspiraram o livro Torto Arado.